[Resenha] Liberta-me, shatter me #2 - Tahereh Mafi

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Nome: Liberta-me
Título original: Unravel me
Autor (a): Tahereh Mafi
Ano: 2013
Nº de páginas: 441
Avaliação: 

Liberta-me é o segundo livro da trilogia de Tahereh Mafi. Se no primeiro, Estilhaça-me, importava garantir a sobrevivência e fugir das atrocidades do Restabelecimento, em Liberta-me é possível sentir toda a sensibilidade e tristeza que emanam do coração da heroína, Juliette. Abandonada à própria sorte, impossibilitada de tocar qualquer ser humano, Juliette vai procurar entender os movimentos de seu coração, a maneira como seus sentimentos se confundem e até onde ela pode realmente ir para ter o controle de sua própria vida. Uma metáfora para a vida de jovens de todas as idades que também enfrentam uma espécie de distopia moderna, em que dúvidas e medos caminham lado a lado com a esperança, o desejo e o amor. A bela escrita de Tahereh Mafi está de volta ainda mais vigorosa e extasiante.
















   Com certeza uma continuação digna de tanta espera. Particularmente achei um absurdo essa demora para lançarem o segundo volume da trilogia no Brasil, mas minha espera foi muito bem recompensada. Liberta-me é superior ao seu antecedente de uma forma inimaginável. Enquanto Estilhaça-me deixava o leitor intrigado com todos os acontecimentos, Liberta-me  tira o ar de quem o lê. 


  Nesta fantástica continuação, Juliette está no Ponto Ômega, que é o local onde estão abrigados todos as pessoas que possuem um dom, e assim como Juliette não são muito bem vistos pela sociedade. Juliette está com dificuldades em se acostumar aos horários e as regras no Ponto Ômega, e também não está se sentindo muito bem ao perceber que alguns não tem medo dela, mesmo com seu toque letal. Mas, os boatos tornam uma possível socialização complicada. Seria Juliette assim tão mortal ao ponto de merecer ser tratada como uma igual?

  Com o passar do tempo ela descobre que seus poderes vão muito além de um toque letal. E com o tempo se esgotando, Juliette é instruída por Castle a treinar com Kenji, e dessa forma, tentar controlar sua energia e usá-la a seu favor da forma que julgar necessária.

   Diante de muitas descobertas inusitadas e acontecimentos dramaticamente necessários, Juliette acaba se aproximando de Warner e conhecendo um lado que nenhum outro ser humano conhece, e isso mexe com ela. Será Warner o verdadeiro inimigo? É assim tão terrível para Juliette se sentir atraída por ele? Ou ela sempre se sentiu assim e a descoberta desse novo Warner fez os sentimentos já existentes se intensificarem?

   A história flui de uma maneira muito mais interessante que a do primeiro livro. E as informações que são despejadas no leitor são no mínimo intrigantes e inesperadas. Liberta-me deixa o leitor louco por sua continuação e mais ainda pelo seu Grand Finalle. Sinceramente, espero que o último livro da trilogia não demore tanto para ser publicado, pois as perguntas que ficam na cabeça do leitor não são poucas e a necessidade de descobrir as respostas beira a insanidade.  

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