Entrevista de Ansel Elgort para Capricho

08:39


A sua carreira vai mudar completamente em 2014 por causa de Divergente e A culpa é das estrelas!
Estou muito empolgado porque trabalhei bastante. Rodei três filmes antes de qualquer um deles estrear. Tinha trabalhado muito sem que ninguém tivesse visto nada. Aí Carrie estreou, agora é a vez de Divergente e depois a culpa é das estrelas, em junho. Também filmei um longa com o diretor de Juno, uma comédia de humor negro, a Men, Woman & Children. Está bem bom!

Desde quando você quis ser artista?
Decidi aos 9 anos. Nasci e fui criado em Manhattan, sempre amei a Broadway e os palcos. Eu fazia escola de balé e faço teatro há muitos anos - quer dizer, para mim são muitos anos, já que tenho 20.

A sua relação com a Shailene depois desses filmes deve ter ficado bem próxima, né?
Fiz a maior parte das minhas cenas com ela. A Shai é uma atriz poderosa, incrível. Há uma cena dela com a Ashley Judd em Divergente que é absurda. E ela é uma pessoa muito legal também. Como atriz é honesta, real. Me sinto confortável trabalhando com ela.

Em Divergente, fazer parte de um grupo é bem importante. Você é do tipo que tem mil amigos ou curte ficar sozinho?
Como tenho muitos interesses, tenho vários grupos de amigos diferentes. Quando vou pintar miniaturas de bonecos Warhammer, convivo com veteranos de guerras, nerds e professores. Quando escalo, todos são hipsters. Em Hollywood, são outros tipos de pessoa. Acho importante. A melhor maneira de viver é ser divergente e se encaixar em vários lugares diferentes.

Tanto Divergente quanto A culpa é das estrelas passam mensagens importantes. O que aprendeu com cada um dos filmes?
Você se permitir ser divergente é fundamental. Acho que por isso tanta gente se identifica com a Tris. A culpa é das estrelas tem uma mensagem muito forte: nenhuma vida é mais valiosa do que a outra. Não importa quanto tempo vive, você pode encontrar a infinitude mesmo assim.

Você assinou contrato para fazer as duas sequências de Divergente?
Sim. Todos assinamos para os três!

Ansel, você ainda mora em Nova York?
Moro. Só me mudei para o Brooklyn. Ainda não deixei crescer a barba, então não me encaixei totalmente... (risos) Nunca sou reconhecido em Nova York. Já na Disney World, por exemplo, era uma loucura. Me reconheciam dez vezes por dia.

E como você lida com toda essa atenção?
Uma vez, uma fã me viu e começou a chorar, gritar, pegar no meu rosto no avião. Todo mundo ficou olhando. Depois disso tuitei: "Se você, algum dia me encontrar, venha dizer 'oi' normalmente. Eu vou falar com você, dar autógrafo, tirar foto. Mas sou só um cara normal." Já me disseram para não acreditar no meu próprio hype. Se eu tive sorte de estar nesses filmes, isso não me torna melhor do que ninguém. Tenho orgulho de ser ator, mas sei que não estão gritando por mim, e sim por causa dos meus papéis.

Por isso você continua em Nova York, em vez de se mudar para Los Angeles?
Porque sinto que estou em casa e que nada mudou. Continuo fazendo as mesmas coisas de quando eu tinha 15 anos.



Fonte: Revista Capricho edição nº 1197 (abril de 2014)

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