Entrevista: Valentine Cirano, autora de Chama Imortal

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Oi, gente, tudo bem com vocês?
Então, hoje trouxe uma entrevista com a autora de Chama Imortal (Clique aqui para ler a resenha).  Meus queridos leitores, essa autora é um amor de pessoa, sério, super simpática e atenciosa.

Abaixo vocês vão conhecê-la um pouco melhor e sobre suas obras!


1- Como surgiu o seu desejo pela escrita?

Meu amor pelas letras surgiu quando eu tinha 12 anos. Comecei escrevendo poesias, pequenos contos e crônicas. Meu primeiro livro foi uma coletânea desses contos, crônicas e poesias e o lancei em 2009 pela editora Protexto e chama-se “Reflexões de Uma Vida”. Publiquei posteriormente o livro Chama Imortal e atualmente estou com 8 livros publicados e vou lançar esse ano ainda meu nono livro (La Fontana di Trevi, o Último Sudarista), o segundo da série Impacto Fulminante, pela editora Tribo das Letras. O terceiro da série (O Oráculo de Apolo) pretendo lançar no ano que vem pela mesma editora. Também tenho me dedicado a escrever livros para jovens e crianças, tenho dois, um foi lançado pela Giostri, o livro juvenil A Era dos Dragões, o Reino de Ágora e os dois infantis: Planeta Água e Planeta Verde. Estou agora relançando pela Tribo das Letras o livro Átina Blake e o Império de Cronos, uma super aventura mitológica com deuses e semideuses.

2- Você se inspirou em algum livro ou filme para criar a história?

Gosto muito de histórias que possuam um pano de fundo histórico, mas não necessariamente tenham que ter essa temática. Como sou historiadora, gosto de colocar um pouco do que amo nos livros e como a História tem várias “lacunas” a serem preenchidas fica fácil de colocar a ficção no meio e daí por diante é só deixar as ideias fluírem. 

3- Algum dos personagens é baseado em alguém que você conhece?

Sim e não, alguns personagens que crio algumas vezes têm personalidades ou até nomes de pessoas do meu convívio. Acho que é mais fácil porque a gente se baseia em alguém conhecido, pois daí o autor consegue visualizar melhor o seu personagem.

4- Quanto tempo você levou para escrever o livro? Em algum momento teve "bloqueio criativo"?

Eu não costumo levar muito tempo para escrever um livro, no máximo uns cinco meses. O livro Chama Imortal me levou cerca de quatro meses para escrever. Essa história eu já tinha rescrito muito antes, quando tinha em torno de quatorze anos de idade, mas era apenas um pequeno conto, bastante diferente do que se tornou o livro depois, mas a ideia já havia sido construída. Bloqueios criativos sempre surgem no decorrer do processo de escrever um livro, até porque chega uma hora em que tem que dar uma pausa para repensar no enredo. O começo e o final geralmente são mais fáceis, o mais difícil mesmo é o desenrolar da história, o autor tem que tomar muito cuidado para não cair na mesmice ou ficar no famoso “encher linguiça”. Muitos livros acabam entrando nisso, o começo é extraordinário, mas quando chega à metade o livro fica enfadonho e muitos leitores acabam desistindo da leitura. Eu tomo muito cuidado para que isso não aconteça com meus livros, mas confesso que é muito difícil. 

5- Você sempre leu desde criança ou é algo que veio com o tempo?

Sempre gostei de ler, mas confesso que meu problema é a falta de tempo. Não é todo gênero que gosto de ler, tem que ser algo muito interessante. Apesar de escrever romance e literatura fantástica, meu gênero predileto é suspense e mistério. 

6- você lembra do primeiro livro que leu?

Lembro-me como se fosse hoje, foi o livrinho infantil “As aventuras do Elefante Basílio” Eu adorava esse livro, acho que o li umas dez vezes.

7- Quais são seus escritores favoritos? Você se inspira em algum deles quando está escrevendo?

Gosto muito de Dan Brown e já até me inspirei em seus livros para escrever meus livros de suspense. 

8- Quais músicas você colocaria na trilha sonora de Chama Imortal?

Eu me inspirei na música “Forever” da banda de rock Kiss, inclusive ela foi usada para fazer o book trailer do livro e que está disponível no Youtube. (Clique aqui para assistir)

9- Se pudesse escolher um dos seus escritores preferidos para passar o dia conversando, quem escolheria? Por quê?

Gosto muito dos livros de Dan Brown, acho que aprenderia muito com ele sobre as histórias de sociedades secretas, mas também acho que seria muito interessante conversar com o autor Laurentino Gomes, pois como sou historiadora, acho que iria também aprender muita coisa extraordinária numa conversa com ele. Agora mesmo estou terminando de ler o livro 1822, segundo da trilogia 1808. 

10- Você poderia falar um pouco mais sobre seus outros livros?

Atualmente estou focada no relançamento dos livros Átina Blake e o Império de Cronos e Impacto Fulminante pela editora Tribo das Letras e com o lançamento do livro inédito La Fontana di Trevi, o Último Sudarista (segundo da trilogia Impacto Fulminante), então para esse ano estou focada bem nesses três, mas para o ano que vem há uma lista de projetos que quero desenvolver (ou dar prosseguimento, pois muitos eu já comecei, mas não terminei ainda) e pretendo terminar ou já lançar para 2017, entre eles está a sequência da trilogia do Impacto Fulminante.

Falando um pouco sobre meus livros, um dos que eu mais gosto é o livro Átina Blake e o Império de Cronos, ele é um livro maravilhoso, uma aventura mágica no mundo da mitologia, onde uma jovem semideusa, filha de Zeus, acaba entrando numa trama para resgatar os poderes de seu pai que foram usurpados por seu irmão Hades e pelo pai, o titã Cronos. A aventura é tão incrível que eu mesma me sinto mergulhada dentro das páginas do livro todas as vezes que o leio, pois eu adoro aventuras. Os outros livros, Impacto Fulminante e La Fontana di Trevi, o Último Sudarista são incríveis, eles são no gênero romance policial e a cada página o leitor vai se aprofundando na trama de desvendar segredos do passado. Os personagens são dois historiadores que acabam se envolvendo em casos de assassinato e para desvendarem o crime eles acabam sendo alvo de perseguições de ordens secretas do passado, tentando desesperadamente fugir de cruéis assassinos que os perseguem implacavelmente. Como as histórias são baseadas em fatos e ficção, o leitor acaba se confrontando com partes onde ele não sabe se é fato histórico ou não. Cada página virada uma nova ameaça e um novo passo para desvendar grandes e misteriosos enigmas do passado. Tenho também os livros infantis, Planeta Água e Planeta Verde, o livro infanto-juvenil, A Era dos Dragões, o Reino de Ágora e também um livro de crônicas e um de autoajuda. Para conhecer mais sobre o meu trabalho, é só entrar no meu blog: www.valentinecirano.blogspot.com

11- E por último, o que você diria para os escritores iniciantes e para quem sonha em se tornar escritor?

Bem, primeiramente digo que o caminho não é fácil, pelo contrário, é muito cheio de pedras e espinhos. Primeiro o autor tem que ter uma boa ideia, escrever de maneira concisa e envolvente – para conquistar o leitor e depois que tiver sua obra pronta e revisada precisa encontrar uma boa editora, o que não é tarefa fácil, pois há muitas no mercado que exploram o autor, não são honestas ou que simplesmente não têm compromisso algum de ajudar para que a obra chegue às mãos dos leitores. Depois que finalmente o autor escreve a obra e encontra uma editora vem a parte mais difícil, VENDER A OBRA. Nessa hora o autor não pode deixar só nas mãos da editora, pois assim como o seu livro, a editora tem mais dezenas ou centenas de obras para divulgar e vender, então não espere que a editora fará todo o trabalho, o autor precisa arregaçar as mangas e ajudar na divulgação, participar (tanto quanto for possível) de feiras e bienais, fazer contatos, talvez contratar assessoria de imprensa (se isso for viável financeiramente) e divulgar, divulgar, divulgar, não tem outra alternativa. É um trabalho árduo, às vezes o autor se sente desestimulado porque não vê o trabalho render frutos, mas se ele acredita na sua obra e tem força de vontade, ele pode conseguir, pois se outros conseguiram, ele também pode, não é só privilégio para alguns. O segredo do sucesso é não desistir e se esforçar muito para que o trabalho possa se tornar conhecido.

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1 comentários

  1. Ainda não conhecia autora, os livros dela parecem ser bons
    vou colocar na minha estante depois

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