[Resenha] A sombra da serpente, As crônicas dos Kane #3 - Rick Riordan

12:33

Nome: A sombra da serpente
Autor (a): Rick Riordan
Nº de páginas: 352

Série: As Crônicas dos Kane #3

Sadie e Carter são importantes descendentes da Casa da Vida, uma sociedade secreta de magia estabelecida no Egito ainda no tempo dos faraós. Os irmãos sabem que sua herança ancestral lhes reserva um importante papel: seus poderes são fundamentais para a restauração do Maat, a ordem do universo. Mas, uma vez instalado, o Caos é imprevisível, incalculável e incontrolável, e agora que Apófis está livre os Kane têm somente três dias para evitar que a serpente destrua o planeta. Como se isso não bastasse, a sorte deles parece só piorar.

Os magos estão divididos. Alguns deuses egípcios estão enfraquecendo e, um a um, começam a desaparecer. Walt, um dos mais talentosos combatentes da Casa do Brooklyn, foi amaldiçoado, e sua energia vital está se esvaindo. Zia agora é responsável por Rá, o deus sol, que está completamente senil e não será de grande ajuda. Sadie e Carter, ao lado de alguns jovens magos e uns poucos aprendizes, são os únicos dispostos a enfrentar a serpente e salvar o mundo.












"Eu, Carter Kane, um garoto de quinze anos que sempre estudara em casa, ainda estava aprendendo a fazer a barba e mal sabia que roupa usar em um baile de colégio, havia sido julgado digno das armas mágicas mais poderosas de todos os tempos."


Mais uma história digna de minha estante de favoritos. Rick Riordan conseguiu (mais uma vez) criar um fim impecável e inesperado. Com personagens que conquistam o leitor tanto positiva quanto negativamente. Não é bem um "fim", é isso que as últimas páginas de A sombra da serpente da a entender. 

No último livro da trilogia As crônicas dos Kane, Carter e Sadie tem que derrotar Apófis, o deus do Caos que quer destruir o mundo. Em meio a tudo isso, eles ainda tem que lidar com seus problemas pessoais, e em algumas situações se veem em conflito tendo que escolher entre aquilo que é certo e o que eles realmente querem.  

É possível perceber o quanto os personagens amadureceram em tão pouco tempo. Esse amadurecimento é resultado de tudo em que tiveram que lutar nos últimos meses, e não estou falando apenas das lutas contra os monstros, mas também da responsabilidade que tiveram que assumir tão novos. Sem a presença paterna ou materna, e tendo que ensinar aos jovens aprendizes sobre uma magia que a pouco descobriram, tanto Carter (com apenas 15 anos), quanto Sadie (com 13) assumiram os papéis de pessoas responsáveis.

A situação fica bem complicada com o retorno de Apófis cada vez mais perto, o deus sol completamente incapacitado de lutar e vários magos da Casa da Vida se voltando contra o Primeiro Nomo, será que eles serão capazes de impedir que a serpente engula o sol e o mundo se afogue em um mar de Caos?

O terceiro livro, assim como os que o antecedem, é recheado de comentários paralelos a narração, e muitos deles são engraçados e tornam esse mundo cada vez mais real. Como esses por exemplo:

"Por mais irritante que Sadie fosse, eu precisava dela.Uau, que deprimente.[E aí está o soco no braço que eu estava esperando. Ai]"

"[Carter está dizendo que preciso explicar por que o lugar tem esse nome. É uma caverna cheia de várias espécies de pássaros. De novo... Dã. (Carter, por que você está batendo a cabeça na mesa?)]"
 Além desses comentários que deram um toque bem particular e pessoal a história, tornando-a independente dos outros livros lançados pelo autor, também é possível notar os pontos que são característicos do Tio Rick em um livro, como o fato de os personagens conseguirem encontrar um motivo para fazer piada mesmo nos momentos mais... peculiares.

"A ideia poderia ter sido mais tentadora se eu não estivesse olhando para o pássaro gordo com plumagem coberta de migalhas de Cheerio. Deixar o pombo governar o mundo parecia uma ideia ruim."

"Estreitei os olhos. O deus dos mortos estava corando?-Nossa situação? - Repeti.-Nós.A palavra fez meus ouvidos zumbirem. Tentei manter a voz neutra.-Até onde sei, não existe um 'nós' oficial. Por que essa seria a última vez que poderemos conversar?Ele com certeza estava vermelho agora."

"-Anime-me - Falei. - Vai ser tranquilo. Uma viagem rápida ao mundo dos mortos, ao lago de fogo da perdição. O que pode dar errado?"

"Um ano antes, se eu estivesse diante de uma luta como como aquela, teria me encolhido em um canto e tentado me esconder. Até nossa batalha na pirâmide vermelha, no Natal anterior, parecia pequena em comparação a mergulhar em um exército de demônios sem nenhum respaldo além de um garoto doente e um grifo ligeiramente disfuncional."

"-Ora, uma vez, em meu abrigo na estação Charing Cross, cacei as criaturas mortíferas conhecidas como Jujubas.Neith arregalou os olhos.-Elas eram perigosas?-Terríveis. - confirmei - Ah, parecem pequenas quando estão sozinhas, mas sempre aparecem em grandes números. São pegajosas, engordam... bem mortíferas. Lá estava eu sozinha e com apenas duas pratas e um passe de metrô, cercada por Jujubas, quando... Ah, mais não importa. Quando as Jujubas vierem atrás de você... você vai descobrir por conta própria.Ela abaixou o arco.-Fale. Preciso saber como caçar Jujubas."
A narração é impecável e flui de maneira natural, o leitor sequer nota o folear das páginas. Quando menos se espera estamos diante de Apófis em toda sua glória destruidora e as emoções a flor da pele. O que eu mais gosto no Riordan é que ele consegue equilibrar a história de uma forma incrível. Aventura e romance, sem ficar muito piegas, e muito menos previsível. 

Amei o livro e fiquei triste por saber que só são três livros... Bem que poderiam ser cinco como em PJO. Mas a história é perfeita. Amantes de aventura podem cair de cabeça sem se preocupar. 

Avaliação: 

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1 comentários

  1. Oi :)

    Nunca li nada do Riordan e nem tenho vontade, mas percebe-se que você realmente é fã da série. Fico feliz por isto! Beijos.

    http://euvivolendo.blogspot.com.br/

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